Itamar Flávio da Silveira
A lei 12.796, de 4 de abril de 2013, alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96) modificando a idade mínima para o ingresso das crianças no ensino regular. A nova lei no seu Art. 6º. Estabelece que “É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade”.
Podemos fazer um raciocínio otimista e concluir que os professores apoiaram a obrigatoriedade da matrícula no ensino regular aos quatro anos de idade porque sabem que com mais um ano a escola conseguirá ensinar aquilo que não deram conta ao longo de oito anos. Certíssimo! “Só que não, né”! Para um olhar pragmático, parece ser uma medida de pura estupidez! Ora, se a escola não consegue ensinar adequadamente com oito anos, aumentar para nove é um prêmio à instituição que não fez bem o que deveria fazer num prazo estipulado. Ao invés de punição a escola receberá um prêmio pelo descumprimento de sua obrigação.
Mais um ano de ensino obrigatório resultará em dezenas de milhares de empregos para os professores do ensino fundamental: um trem da alegria para os pedagogos. Mas, esse é o mal menor. O pior não será o aumente de gastos públicos, mas o mal que isso poderá causar para as futuras gerações. No Brasil o pior sempre está sem por vir. O país não nos decepcionará nunca, pode acreditar!
Ocorre que ao antecipar em um ano a entrada da criança na educação regular, a escola se apossará mais cedo da mente dos infantes num período em que eles estão mais susceptíveis a assimilar os ensinamentos do Estado em oposição aos princípios e valores da família. A criança nessa idade acredita muito mais na professora do que nos pais. Aí está o pulo do gato. O Estado obriga a matrícula formal no sistema de ensino e antecipa em um ano! Ora, para atingir os objetivos do marxismo cultural é preciso corromper as crianças de todos os valores conservadores e incutir a amoralidade da mentalidade revolucionária.
Sabemos que muitos professores ganham muito menos que necessitam; sabemos que as condições de trabalhos, na maioria das escolas, são adversas; sabemos que os professores são desrespeitados, humilhados e até agredidos por alunos, dentro e fora das salas de aula. Os professores merecem ser reconhecidos. Mas, tem uma pergunta que não quer calar. Porque será que os professores apoiam o aumento de oito para nove anos de ensino fundamental obrigatório? Será por puro oportunismo corporativista ou por ação deliberada para corromper os infantes?

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