Itamar Flávio da Silveira

Os programas de televisão estão sempre tratando de temas como liberação das drogas e violência. Invariavelmente no grupo de debatedores prevalece a hegemonia dos esquerdistas que conta com militantes preparados para debochar de todos os argumentos mais ortodoxos a respeito desses assuntos.  A violência é sempre tratada como um problema causado pela desigualdade social: a riqueza em contraste com a pobreza atiçaria o ímpeto dos jovens pobres que, em busca de conforto, cairiam nas garras do crime. Tanto os debatedores quanto o apresentador sempre apontam para a necessidade de maior intervenção estatal com obras, atividades sociais e penas alternativas para equacionar o problema. O grande público não tem informações suficientes para perceber que tudo não passa de uma estratégia de marketing da militância esquerdista que lutam em favor de uma sociedade não capitalista.

No que se trata da questão das drogas os esquerdistas se empenham bravamente em favor da total liberalização. Curiosamente muitos dos que defendem a descriminalização não faz uso de entorpecentes e nem fumam cigarro convencional. Muitas pessoas ficam se perguntando por que eles são tão empenhados em defender a descriminalização? Nesta condição eles parecem estar acima de qualquer suspeita e lhes dá a credibilidade de quem está se norteando puramente pela racionalidade.

Seria um amor a liberdade de escolhas das pessoas? Obviamente, que não. Os comunistas (que hoje não querem ser tratados por esse rótulo) querem mesmo é acabar com todas as liberdades dos indivíduos e, em seu lugar, estabelecer as “justas” normas do Partido. Em meio à desinformação que espalham, de propósito, eles acabam formando opinião pública favorável ao pleito da liberalização. Subjacente a um discurso pretensamente racional, de que a livre comercialização e o livre uso reduziria a criminalidade e deixaria de incentivar o consumo, está uma estratégia macabra de destruição da sociedade, que passaria primeiramente pela destruição de milhares de vidas humanas, mas o fim seria “nobre”: estabelecendo a sociedade dos iguais. Delírio total!

Os militantes esquerdistas também debatem a solução para a violência de uma forma que induz o público a acreditar que eles estejam de fato apresentando propostas “modernas” com o intuito de solucionar o problema quando na verdade eles apostam na violência como uma etapa necessária da luta, como meio de degradação da sociedade capitalista. A violência é um meio para se chegar a um fim.

O escritor norte americano David Horowitz em seu livro de autobiográfica “O Filho Radical” relata com detalhes a atuação intelectual e orgânica da Nova Esquerda durante as décadas de 1960 e 1970 nos Estados Unidos e nos mais diversos países do mundo, onde estiveram ou deram apoio moral e intelectual às lutas dos comunistas. Ele foi fundador da Nova Esquerda e militante nas manifestações que sacudiram as universidades americanas. Horowitz traz algumas confissões muito interessantes sobre o incentivo do uso de drogas e sobre o uso da violência como uma etapa da luta.  Para os radicais as atividades, fora da lei, do partido Panteras Negras eram vistas como meio de promover a destruição sociedade e dos valores tradicionais.

Citando Norman Mayler, David Horowitz transcreve que muitos dos seus companheiros viam os criminosos psicopatas, como revolucionários a frente de seu tempo. “O psicopata mata (…) por necessidade de manifestar a sua violência, pois se não puder liberar todo o seu ódio, não poderá amar. (…) Evidentemente, pode-se pensar que dois marginais fortes e jovens não precisam de muita coragem para arrebentar a cabeça do balconista da confeitaria. (…) Ainda assim, um pouco de coragem é necessário porque eles não estão matando apenas um velho fraco, estão matando toda uma instituição também. Estão invadindo a propriedade privada, estão começando uma nova relação com a polícia (…).            Horowitz complementa o argumento dos radicais afirmando que “Foi exatamente esse sentimento que inspirou Tom Hayden quando ele falou em ‘partir as cabeças dos outros para transformá-las em revolucionários’ que inspirou os líderes da SDS quando promoveram o uso de drogas com o objetivo de transformar os jovens de classe média em marginais e depois em radicais, que inspirou Bernardine Dohrn quando elevou a quadrilha de assassinos de Manson ao status de mitos radicais’’. Observem que há uma decisão deliberada de destruir pessoas, de tirar-lhes o norte moral tradicional para que descontrolados pelo vício possam se entregar à causa revolucionária.

Quando tivemos, no passado, a política do prefeito Fernando Haddad de distribuir o bolsa crack e custear as estadias dos viciados nos hotéis da cidade de São Paulo poderíamos achar que se tratava de uma política equivocada. Na verdade não há nenhum equívoco. Tratava-se de uma estratégia revolucionária deliberada de destruir vidas para construir a nova sociedade. É uma estratégia macabra, desumana e cruel. Mas, em princípio, não difere das estratégias usadas pelos comunistas nas outras partes do mundo.

Para os esquerdistas o que importa é a Causa, é o devir, é a Nova Sociedade que surgirá depois da destruição da sociedade capitalista. Foi com essa convicção que os membros da Nova Esquerda Americana abraçaram a bandeira do partido Panteras Negras no movimento contra a guerra do Vietnam com o slogan “Traga a guerra para casa”. As lideranças do movimento contra a guerra do Vietnam não tinha nada de pacifista, nada de Paz e Amor. Tratava-se de uma estratégia de luta contra os valores da sociedade americana. Trazer os meninos de volta era mesmo com o intuito de trazer a guerra pra casa e permitir que os comunistas avançassem no Vietnam. A guerra não ocorreu nos Estados Unidos, como desejavam os radicais, mas toda a Indochina foi devorada pelos comunistas que mataram milhões de pessoas e até hoje não retiraram suas patas da região.

Muitos podem ter dificuldade em compreender a proteção sistemática que a esquerda tem pelos marginais. Aprofundando um pouco na questão podemos ver que não há nada de incoerente. Os esquerdistas querem a revolução e sabem que os marginais são fundamentais no processo de desintegração da sociedade, por isso elaboram leis que permitem que eles possam escapar das punições. Comparando os marginais comuns com a luta dos comunistas vamos perceber que fundamentalmente não existem diferenças no caráter da brutalidade. A diferença está no fato dos marginais comuns serem varejistas, que necessitam de praticar crimes constantemente para garantir o fluxo do caixa, enquanto os comunistas pretendem ser ladrões atacadistas que tomará a população inteira como cativa de onde não deixará que seus membros fujam.

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