As cracolândias das ideias
Itamar Silveira*
“Muitos professores vivem hoje recitando um passado de glória que não viveram e enaltecem um saber intelectual que não tiveram.” (Autoria desconhecida).

As universidades brasileiras por muitas décadas gozaram de prestígio e as pessoas acreditavam que ali estavam as melhores cabeças do país, principalmente pelo protagonismo falante dos chamados intelectuais das Ciências Humanas. Bastava um programa de TV apresentar o entrevistado como professor doutor de uma universidade que todas suas opiniões eram recebidas pelos espectadores como sendo voz da ciência frente ao cotidiano. Alguns ainda permanecem com essa visão sobre aqueles que falam como membro das universidades, mas muitos não levam mais a sério.
“O encantamento pelos revolucionários não permitiu ver a vida como ela era. Como resultado perambulam pelas “bocas” em busca de mais uma “pedra” para distrair a angústia de suas frustrações.”
Os meios acadêmicos adquiriram uma reputação que possibilitou formar a opinião pública com novas “verdades”, ao mesmo tempo que quase todo o conhecimento tradicional foi sendo gradativamente sendo condenado. Aquilo que vinha da tradição liberal conservadora passou a ser visto como ideologia da classe burguesa para enganar os pobres e mantê-los sob a dominação dos patrões (dominação ideológica do proletariado, no jargão marxista).
As universidades doutrinaram os formadores de opinião passando a ter influência direta em tudo que é publicado pela mídia. Com esse protagonismo disseminaram, por exemplo, a ideia de que as pessoas caem na vida do crime devido as relações de exclusão e segregação social impostas pelo capitalismo selvagem. Então, alijados do mercado de consumo que o capitalismo divulga insistentemente, os pobres seriam forçados pelas circunstâncias da vulnerabilidade a se delinquir para sobreviver ou para adquirir os bens que o capitalismo exibe como ingredientes para a felicidade. Nesta visão seria o próprio capitalismo responsável pela violência.
Os professores disseminam também a crença de que a infelicidade das pessoas se deve ao fato da sociedade ser conservadora, patriarcal, heteronormativa e cristã, que por sua natureza seria discriminatória e persecutória em relação as chamadas “minorias”, como negros, mulheres, homossexuais, presidiários, prostitutas e outros derivados.
Detectadas as “causas” de nossa miséria cultural e econômica, caberia aos formadores de opinião da imprensa, das escolas, das universidades e meios artístico-cultural trabalharem insistentemente na desconstrução de todos os valores que lastreavam a sociedade brasileira. Era imperativo derrubar o edifício cultural da sociedade ocidental. Destruir tudo que existe, porque a tradição é malévola. Desfazendo a velha ordem o novo florescerá. Uma versão atualizada da teoria do Bom Selvagem do Rousseau.
A população seria oprimida pela moral do cristianismo e condenada ao sofrimento de privação econômica pela exploração capitalista. Em outras palavras teria que libertar o povo da opressão da Igreja e do capitalismo que a felicidade brotaria em todos os rostos e a sociedade seria um Éden na terra. Trata-se de estratégia política com sofisticado arcabouço teórico, formulado e aplicado meticulosamente. O resultado foi a desconstrução generalizada de instituições e pessoas, que proclamou uma completa inversão de valores.
Poucos são os que entendem porque chegamos no caos em que nos encontramos. É preciso entender que o desastre político e social é, na verdade, a vitória do Marxismo Cultural, que tem como base autores como Georges Lukács, Antonio Gramsci, Saul Alinsky, Bill Ayers e os protagonistas da Escola de Frankfurt Theodor Adorno, Max Horkheimer, Erich Fromm, Walter Benjamin e Jürgen Habermasem e Hebert Marcuse. É preciso reconhecer que eles venceram.
A vitória promoveu uma completa desconstrução dos parâmetros morais e éticos, mas não trouxe a felicidade para os entusiastas militantes desta nova ordem. Quando olhamos para as universidades detectamos que estão cheias de pessoas amarguradas, ignorantes e arrogantes. Amarguradas por suas vidas pessoais desastradas; ignorantes pelo quase completo desconhecimentos dos fatos da vida real e arrogantes por julgarem ser detentoras de uma verdade inquestionável.
Nas Ciências Humanas deparamos com senhores e senhoras já de cabelos brancos, com suas caras marcadas pelas adversidades do tempo, sinalizando que já viveram bastante. Muitos ainda conservam as mesmas vestimentas irreverentes dos anos 70, parecendo garotões com rostos dos avós, uma espécie de Mick Jagger sem o glamour.
A maioria dos professores são oriundos da classe média, estudou em boas escolas, foi bem alimentada na infância e adolescência, vestiu as caras roupas de grifes na juventude e depois caíram no esquerdismo. Hoje atuam como professores e pesquisadores titulados, recebem bons salários e orientam seus discípulos nos programas de mestrado e doutorado, garantindo a continuidade da espécie esquerdista. Apesar da boa vida que sempre puderam desfrutar apresentam semblantes cansados, magoados, rancorosos, sisudos, mal humorados e estão prontos para atacar qualquer um que pense diferente deles. O ódio que trazem dentro de si é o combustível para gritar LULA LIVRE ou FORA BOLSONARO. Essas pessoas que precisam ter inimigos para odiar, sem os quais suas vidas se tornariam ainda mais chatas. É destilando ódio que conseguem suportar suas vidas decrépitas. São “intelectuais” que poderiam ter tido vidas tranquilas de classe média, mas dedicaram muitos anos de vida lutando para mudar o mundo (pra pior, é claro) e sentem frustrados com o que conseguiram e se comportam de forma neurótica.
O encantamento pelos revolucionários não permitiu ver a vida como ela era. Como resultado perambulam pelas “bocas” em busca de mais uma “pedra” (fake news do leite condensado, por exemplo) para distrair a angústia de suas frustrações. A amargura é o preço de uma vida que não valeu a pena ser vivida!
Conseguiram impor à sociedade suas agendas de esgarçamento dos valores judaico-cristãos, mas suas decrepitudes não permitem comemorar as vitórias. A simples eleição de um presidente conservador já foi o suficiente para revelarem a essência desesperadora de suas vidas. Triste fim: “seus heróis morreram de overdose” e eles não entendem que estão no poder.

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