P. Fernandes

Nesta segunda-feira dia 09 de março o prédio do Ministério da Agricultura foi mais uma vez palco de ataques. Na parte da manhã a sede do Ministério foi vandalizado por militantes do MST. Evento parecido ocorreu no mesmo local em 24 de maio de 2017 quando um grupo reforçado por vândalos disfarçados de estudantes colocaram fogo no auditório da sede do Ministério dando um prejuízo de mais de 1,1, milhão de reais a instituição.

Não é preciso dizer qual o objetivo de grupos de esquerda como o MST que age com uso de técnicas terroristas. No site do MST pode-se ler que “…a conquista da terra é apenas o primeiro passo para a realização da Reforma Agrária.” . Essa suposta principal motivação oculta a pauta maior de implantação do comunismo no campo, por traz dela onde existiria o objetivo de garantir a propriedade da terra aos mais pobres, na verdade somente há a demanda de luta socialista contra a progressão do capitalismo no campo.

A política de Reforma Agrária iniciou-se no Brasil em 1964, com a publicação do Estatuto da Terra, Lei Federal nº 4.504. O número de famílias assentadas desde o citado Estatuto foram: no governo militar (77 mil), na soma dos governos José Sarney, Collor e Itamar (140 mil), crescendo expressivamente nos governos de esquerda a partir de 1994 com FHC (540,7 mil) e Lula (614,1 mil), caindo no governo Dilma (136,6 mil).

Tecnicamente falando a reforma agrária trata-se de transferência irrecorrível de título de propriedade de forma compulsória, onde rouba-se a propriedade alheia, teoricamente de um rico latifundiário, e transfere-se para os pobres do campo. Tal politica só pode ser conseguida de maneira autoritária e implementada por um líder num sistema ditatorial forte, como ocorreu na China e em Cuba. Na verdade o que se chama Reforma Agrária no Brasil é somente a compra pelo estado de terras particulares que são repassadas para famílias de assentados.

Mas a velha e combalida desculpa da necessidade da Reforma Agrária já está ultrapassada, e perdeu seu tempo frente a situação social atual do pais. Hoje em dia ela só serve de lema genérico que justifica movimentos de luta no campo.

O pesquisador da EMBRAPA Zander Navarro no artigo “Porque não houve e nunca haverá reforma agrária no Brasil”, explica,

Ultimamente, avultam-se os desafios de mobilizar interessados na facilitação ao acesso a terra, pois desabou a demanda social em torno dessa política federal, que teria sido significativa no passado, mas foi definhando em estreita correlação com os processos de urbanização do Brasil e o dinamismo econômico produtor de postos de trabalho mais atraentes nas cidades.”

 “O atual programa nacional de reforma agraria teria assentado pouco mais de 1 milhão de famílias, sem que o índice de Gini para medir a concentração fundiária sequer tenha se alterado (ainda que minimamente) em qualquer das regiões rurais brasileiras.”

Em síntese, ele conclui, “a questão social brasileira, nos últimos 30 anos, deixou o campo e foi para as cidades. E a questão agraria tradicional começa a entrar nos livros de história como uma pagina do passado, retirando a reforma agraria, para sempre, da agenda política do Brasil.

O MST não passa de um braço armado do Partido dos Trabalhadores, o “exército de Stédile” que atua na área rural. Aos moldes de governos totalitários, partidos como o PT agem com exércitos próprios, assim como foram os “camisas negras” do partido fascista de Mussolini e os “camisas marrons” do partido nazista (curiosamente, mas sem surpresa, uma das pautas do Partido Nacional-Socialista alemão, partido nazista, era… a reforma agrária, que consta no item 17 do manifesto do partido nazista)

Assim, seguindo com os mesmos objetivos autoritários, o PT possui seu exército particular de “camisas vermelhas”.

 

*P. Fernandes é farmacêutico e trabalha na inspeção de alimentos e medicamentos.

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