Luciana Bastos*

Sejamos sinceras, nenhuma mulher aborta filho de homem rico, a não ser que ele a obrigue. Nesse caso ele é um monstro! E corroboro totalmente com isso. Mas se a decisão partir dela, “é justa”, porque o corpo é dela, o que para mim, a faz tão monstro quanto o homem que a obriga a abortar.

O preconceito com os pobres já vem desde o ventre. Filho desprovido de pai rico pode ser arrancado do ventre, porque uma mãe pobre não poderá sustenta-lo sozinha. Em suma: filho de pai pobre e ausente não tem direito à vida. Ué? Mas e a frase dita pelo movimento feminista de que a mulher não precisa do homem para nada? Porque no caso da defesa do aborto o argumento principal é a falta de um pai provedor, frente as dificuldades financeiras da mãe. É o abandono da mulher pelo pai da criança e a falta de ajuda financeira para o sustento dessa criança no futuro.

Decidam: vocês querem independência financeira total do homem ou um pai provedor para os filhos que gerarem? Porque o discurso é totalmente controverso e contraditório. Seria muito mais bonito admitir que o homem e a mulher precisam um do outro! Tanto que não se faz um filho sozinha (o). O útero é nosso mas o esperma é deles. A única justificativa para o aborto, a meu ver, é o risco de vida da mãe e a má formação fetal. É a construção de um discurso incoerente, partidário, parcial e contraditório que afasta as mulheres do movimento feminista da atualidade.

*Professora da Unespar.

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