Existe uma diferença fundamental entre o sistema econômico capitalista de livre mercado e o sistema socialista de estatização, intervenção e monopolização dos meios de produção.

No livre mercado, a produção de bens e serviços segue e respeita a demanda subjetiva e múltipla de indivíduos com interesses distintos de uma sociedade.

O consumidor é tido como um soberano [sugiro o estudo das Teorias Econômicas da Escola Austríaca de Economia; para uma iniciação do tema, ler a obra “As seis lições” de Mises https://www.amazon.com.br/Seis-Li%C3%A7%C3%B5es-Ludwig-von-Mises/dp/8593751253/ref=asc_df_8593751253/?tag=googleshopp00-20&linkCode=df0&hvadid=379787821352&hvpos=&hvnetw=g&hvrand=6319088400790623139&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=1001609&hvtargid=pla-786135656377&psc=1].

Já no socialismo, um pequeno grupo político é empoderado para aparelhar a administração pública e, de cima para baixo – por meios legislativos – determinar de uma forma déspota e limitada o que será e o que não será produzido e quais bens serão e os que não serão consumidos por toda uma sociedade (Estado como soberano).

Estamos vivendo isso exatamente agora, com as notícias nos dizendo sobre decretos e mais decretos, sejam nacionais (https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/D10282.htm) municipais ou estaduais – sob o pretexto do coronavírus (COVID-19) – obrigando determinados estabelecimentos fecharem suas portas e amargurarem a falência.

Precisamos nos perguntar: quando o Estado, determina via decreto, que haja o fechamento de estabelecimentos, considerados pelo próprio Estado como serviços não essenciais, que tipo de abordagem econômica estamos experimentando, livre-mercado ou socialismo? Onde está a soberania do consumidor e o respeito às suas valorações subjetivas de produtos importantes, principalmente em momentos de crise?

Ora, é óbvio que um pardal não faz verão, e nem uma parte do socialismo se constitui em seu todo, não é disso que se trata minha preocupação. Entretanto, é pelas brechas que as baratas entram em nossa casa. É o prelúdio que dá o tom do destino das coisas.

Quando o Estado passa a legislar sobre o que é e o que não é essencial para os indivíduos, estamos às portas do socialismo, às portas de um enorme retrocesso nas conquistas dos direitos e liberdades do consumidor. Estamos não mais sobre a gerência da “mão invisível”, mas sobre uma mão tirânica e arrogante de socialistas enrustidos aparelhados no Estado.

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