Luciana Bastos*

Hoje abordarei algumas incoerências do Movimento Feminista do século XXI que me faz, como mulher, sentir vergonha dele. Claro que para as feministas se trata de algo descabido, mas, como não sou pautada por elas, usarei da minha liberdade de expressão.

Em primeiro lugar, o Movimento Feminista do século XXI, é apenas um braço da ideologia marxista de luta de classes: a mulher oprimida, na luta contra o patriarcado opressor. Segundo essa ideologia, o homem oprime a mulher e a mulher oprime os filhos. Logo, a família tradicional patriarcal é a causa de todos os problemas da sociedade e perpetua as desigualdades. Esse tipo de família, seria então constituída sob os moldes judaico-cristãos. E se são as religiões, judaísmo e cristianismo, que embasam esse tipo de família cuja liderança é masculina e opressora, elas devem ser banidas.

Por essa leitura são “religiões malignas e opressoras”, que criaram o conceito de Bem e o Mal que, segundo o materialismo, são conceitos relativos. A própria moral é relativa e não deve estar sob julgamentos. Se a própria moral é relativa, como o Movimento Feminista repudia o feminicídio, mas luta pelo direito ao aborto, que também é assassinato? Esse movimento também não leva em consideração o fato de que a religião islâmica também é patriarcal, excluindo a mesma de todas as suas “críticas” quanto ao “patriarcado opressor”.

O feminismo que diz lutar contra a objetificação do corpo feminino, também luta, contraditoriamente, em favor da legalização da prostituição. Existe maior objetificação do corpo feminino do que vendê-lo (alugá-lo) para satisfazer os desejos de um homem?

As feministas se sentem possessas de raiva quando a mídia mostra imagens de mulheres bonitas, magras e brancas nos jogos de futebol, nas campanhas publicitária, alegando que a mídia está incitando o preconceito para com as mulheres mais velhas, obesas, negras, etc., e objetificando tais mulheres pois, os homens, ao olharem para tais imagens perfeitas, se sentirão compelidos a desejá-las e podem vir, por vezes, a estuprá-las. Mas, e quando as mulheres adeptas ao movimento feminista saem nuas nas ruas para fazer seus protestos em favor de suas pautas, e são mostradas pela mídia, também não estão instigando os homens de forma ainda pior? Vê-se que elas estão mais preocupadas em inibir o desejo dos homens em relação às mulheres bonitas do que com a proteção do corpo das mulheres. Do contrário lutariam para que a mídia não mostrasse seus corpos nus nas performances de seus protestos.  Estou chamando as feministas de feias? De forma alguma! Elas mesmas se enxergam assim, quando ficam indignadas pelo fato da mídia mostrar preferencialmente mulheres bonitas. Quem não se compara com a outra, não tem necessidade de disputar espaços com ela. Se sou feliz com meu peso e com o meu corpo, não tenho necessidade de me indignar com a escolha pela exibição midiática de mulheres magras. Aliás, isto é a expressão de um pensamento totalitário ao tentar impor o que deve ou não deve ser mostrado.

Feministas alegam que as imagens de mulheres “padrão, cheias de embelezamento digital”, bombardeadas pela mídia incessantemente, fazem milhares de meninas morrerem de anorexia e bulimia e várias doenças psicossomáticas, se jogam em procedimentos estéticos e cirurgias plásticas perigosas, causam depressão e suicídio, ao lutarem para atingir um corpo que nunca terão. Mas é fazendo apologia à obesidade que se luta contra isso?

A autoaceitação, o amor às estrias, celulites e gorduras localizadas que elas pregam, não é autêntico. Autoaceitação é olhar para o “corpo perfeito da outra”, admirar e, ainda assim, gostar do próprio corpo, sem se sentir ameaçada pelo corpo e a beleza da outra. Se você é saudável, está tudo certo! Se puder melhorar, melhore, mas não coloque em risco sua própria saúde e vida. Melhorar envolve esforço mental e físico e reeducação. O problema do feminismo atual é este: desconstruir o que faz seu grupinho se sentir diferente, a partir de uma intensa e imensa comparação que as feministas fazem com as demais mulheres e que, na cabeça delas, elas estão perdendo. Se o intuito não é chamar a atenção dos homens, que elas consideram tão opressores e machistas, por qual motivo estão tão incomodadas com a atenção que a mídia e os homens dão a algumas mulheres e não a outras? Por que visitar os perfis das “mulheres-padrão” nas redes sociais? Por que consumir o que elas indicam, ou querer ser com elas, se são tão fúteis e vazias?

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