Desde criança ouço os mais velhos falarem que o final dos tempos está próximo e que tudo indica que será na nossa geração, o que me deixava curiosa, querendo saber mais sobre isso. Escrevo agora tão somente uma reflexão, a qual espero que possa lhe ajudar!

Na aula 9 do Curso Online de Filosofia, o professor Olavo de Carvalho afirma que o fenômeno do milenarismo é um elemento importante na formação da mentalidade revolucionária, sendo uma expectativa ou a esperança de um reino futuro de paz, ordem, e justiça a acontecer quando da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou, por exemplo, da perspectiva islâmica, quando da vinda do Mahdi.

Importante lembrar que a Igreja Católica sempre foi contra as especulações milenaristas, baseada no livro dos Atos dos Apóstolos (1, 6-8) quando aconteceu a Ascenção de Nosso Senhor: “Estando, pois, reunidos, eles assim o interrogaram: ‘Senhor, é agora o tempo em que irás restaurar a realeza em Israel?’ E Ele respondeu-lhes: ‘Não compete a vós conhecer os tempos e os momentos que o Pai fixou com sua própria autoridade. Mas recebereis uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e a Samaria, e até os confins da terra”.

No Evangelho de São Mateus, mais precisamente no capítulo 24, quando Jesus estava explicando aos discípulos sobre o final dos tempos, Ele afirmou que “ninguém sabe a respeito desse dia e hora, nem os anjos no céu, nem o Filho, mas somente o Pai”.

Quando analisamos o contexto histórico, notamos que aconteceram vários momentos em que tudo indicava que era chegado o final dos tempos, como quando nas cruzadas o povo europeu conquistou Jerusalém e os muçulmanos estavam tentando reconquistá-la e houve uma guerra entre os cristãos e os muçulmanos, já no final da ocupação da Terra Santa. Nesse momento em que estavam lutando os Cruzados e os Templários contra os Muçulmanos, apareceram os guerreiros Mongóis de Genghis Khan, que ninguém sabia de onde vinham, era uma horda tão grande que apareceu do nada para destruir tudo. Eles só não acabaram com tudo (com os cruzados, templários e muçulmanos), porque veio um recado de que eles precisavam retornar, pois o Genghis Khan tinha falecido e precisavam eleger um sucessor. Isto parece com a profecia de Daniel, que no meio dos 10 chifres ia aparecer outro que ia devorar 3; um chifre muito maior e insolente.

Imagine-se vivendo na época da Primeira ou da Segunda Guerra Mundial, ou no Holocausto, ou ainda na Peste Negra. Acredito que alguém naquele período, quando olhava no Apocalipse acreditava que estava vivendo o final dos tempos. Diante disso, podemos constatar que não há possibilidade de saber quando será o final dos tempos, pois sempre houve e haverá guerras e rumores de guerras, além de todo tipo de catástrofes.

Ao longo da história já existiram diversos charlatões e histéricos que calcularam a data e hora exatas para o final dos tempos, manipulando os corações dos homens, causando pânico e medo. O medo já foi utilizado milhares de vezes para perverter a humanidade, como descrito no livro “Libido Dominandi: libertação sexual e controle político”.

Diante disso, é sempre bom lembrar que o perfeito amor expulsa o medo; e que o final dos tempos virá quando realmente for necessário; e não devemos perder o nosso tempo tentando adivinhar essa data. Devemos sim, ser obedientes ao que o Senhor mandou: vigiai e orai!

C. S. Lewis escreveu um ensaio intitulado “A última noite do mundo”, nele ele fala sobre a doutrina da Segunda Vinda de Cristo, e compara a nossa vida terrena como uma peça de teatro, e Deus como o Autor. Nessa peça não sabemos em que momento estamos atuando e nem quem é o ator principal e o secundário; mas o que realmente importa é atuarmos da melhor forma possível, cada um o seu papel.

“Obediência é a chave da vida!” C. S. Lewis.

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